domingo, 6 de dezembro de 2009

Silêncio dói.
Pior as palavras.
Ausência dói.
Pior a presença.
A dor.
Pior a paz.
Solidão.
Só na presença.
Silêncio das palavras.
Perder-se.
No SER.
E existir.
Por aí.
Qualquer lugar.
Onde ar não seja duro e frio.
E viver.

Sou.

Talvez não seria.

Poderia ter morrido.

Mas vivi.

Incontroláveis forças.

Linhas imaginárias.

Trouxeram-me até aqui.

E a vida seguiu.

Até onde não sei.

Vivo.

E sou.

Até onde a vida durar.

Queria escrever algo diferente.

No entanto, as palavras são sempre as mesmas.

A língua me impede.

Ela é impedimento.

Com suas regras.

Leis.

Exceções.

Modos e formas.

A língua, uma convenção.

Impede a unicidade.

Sempre preocupada com a alteridade.

Ela quer, deseja fazer-se entender.

Diferença é escândalo.

Me dobro na dobra.

Quero me esconder.

No excepcional.

No complexo.

A língua.

Agora ferve pela boca.

Ela deseja falar.

Para escapar da dura e fixa escrita.

ArAp ÊcOv

Flores.

Vida.

Para você.

Espaço.

Tempo.

Para você.

Eu.

Para você.

É muito?

Para você.

sábado, 5 de dezembro de 2009

TeMpO

Teus olhos.

Na partida.

Já me diziam que o teu silêncio chegaria.

Estações do tempo.

Veneno da vida.

Teus olhos.

Na chegada.

Disseram-me.

Que o sol brilhou.

Que o mundo girou.

Mas não, nunca, me diga...

Que o amor acabou.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Dia desses.
Contaram-me um segredo.
Ao pé do ouvido.
Mas infelizmente não posso contar.
É segredo.
O que me impressiona é o fato de que acabei de quebrar o segredo do segredo.
Agora é um segredo público.
Dividido entre todos.

Amigos