domingo, 6 de dezembro de 2009

Queria escrever algo diferente.

No entanto, as palavras são sempre as mesmas.

A língua me impede.

Ela é impedimento.

Com suas regras.

Leis.

Exceções.

Modos e formas.

A língua, uma convenção.

Impede a unicidade.

Sempre preocupada com a alteridade.

Ela quer, deseja fazer-se entender.

Diferença é escândalo.

Me dobro na dobra.

Quero me esconder.

No excepcional.

No complexo.

A língua.

Agora ferve pela boca.

Ela deseja falar.

Para escapar da dura e fixa escrita.

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