Teus olhos.
Na partida.
Já me diziam que o teu silêncio chegaria.
Estações do tempo.
Veneno da vida.
Teus olhos.
Na chegada.
Disseram-me.
Que o sol brilhou.
Que o mundo girou.
Mas não, nunca, me diga...
Que o amor acabou.
Na verdade, as coisas estão é no tempo, e o tempo está dentro de nós. A essência das coisas em certa manhã de abril, no ano de 1910, ou em determinada noite primaveril, doce, inesquecível noite, fugiu nas asas do tempo e só devemos buscá-la na duração do nosso espírito. (O amanuense Belmiro, Ritornelo, Cyro dos Anjos)
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