O que não sou....
Não sou um super-homem...
Tão pouco um homem-formiga...
Não sou certo, reto, direto...
Não sei de tudo...
Não conheço tudo...
O que sou...
Um homem... apenas...
Pessoa, flor de primavera...
Galhinho de árvore solto no vento...
Frágil...
Vidro transparente...
Torto, indireto, parabólico..
Tristezas...
Um tantinho...
Desilusões...
Mais um tantinho...
Decepções...
Outro tantinho...
E a vida...
Vivo-a... Persigo-a...
Agarro-a...
E nas suas costas faço minha viagem...
O que virá...
Não sei...
É que as vezes um "anjo torto" paira perto de mim...
Mais eu vou...
O que será...
Não sei...
A cada escolha novas trilhas se abrem...
Impossível saber...
Mas eu sou...
A alegria...
Uma menina...
De olhos de mel...
Pele de algodão...
Cabelos de sêda...
Amor quente...
Boca gostosa...
Seios alvos, que atiçam meus desejos...
O amor...
Na verdade, as coisas estão é no tempo, e o tempo está dentro de nós. A essência das coisas em certa manhã de abril, no ano de 1910, ou em determinada noite primaveril, doce, inesquecível noite, fugiu nas asas do tempo e só devemos buscá-la na duração do nosso espírito. (O amanuense Belmiro, Ritornelo, Cyro dos Anjos)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
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