De repente veio o presente que ganhei.
Foi em uma noite.
Me lembro bem...
Como iria imaginar, que meu presente iria ganhar...
Sentei só.
Queria a noite.
Estava de noite.
Mas os sonhos, os melhores, só na noite visitam...
Fui visitado.
Invadido, tomado.
Fortaleza vencida.
Por uma flor.
Brinquei com teu perfume.
Diverti-me com tuas cores.
Da noite, da minha noite.
Amanheci sorrindo.
Presente; comigo!
Ah!
Não vivo mais sem minha flor.
Não vivo mais sem teu amor.
Não vivo mais...
Vivo; com você.
Estou.
Sempre.
Meu presente...
Na verdade, as coisas estão é no tempo, e o tempo está dentro de nós. A essência das coisas em certa manhã de abril, no ano de 1910, ou em determinada noite primaveril, doce, inesquecível noite, fugiu nas asas do tempo e só devemos buscá-la na duração do nosso espírito. (O amanuense Belmiro, Ritornelo, Cyro dos Anjos)
sábado, 6 de dezembro de 2008
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