domingo, 21 de novembro de 2010

Onde estamos nós?

Não quero nos perder.

Sentimentos podem enganar.

Tomo cuidado.

Não quero nos perder.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tenho nojo da burocracia.
Da vida regrada.
Do ferro e fogo do determinado.
Gosto do vento.
Que sopra sem rumo.
Viaja por todo lugar.
Devir.
Devires.
Este sou eu.
Sem título.
Introdução.
Justificativa.
Objetivos Gerais.
Objetivos Específicos.
E principalmente.
Sem Conclusão.
Mas.
Sou Projeto.
Ainda em construção.
A poetar por aí.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não me peça para não ser.
Não me peça para ser.
Dias virão que serei.
Outros talvez nem acordarei.
Mas em todos estarei.
Em algum lugar entre o aqui e o porvir.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Madrugada, segunda, nos despedimos.

Quinta, ao amanhecer, nos vemos de novo.

Sexta, almoçamos juntos.

No sábado, fazemos amor.

Domingo, nos perdemos nas horas da preguiça.

Terça e quarta vivemos nosso amor celular.

É assim.

Nossa agenda do amor comum.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Poesia precisa de rima?
Sei não...
Sou marceneiro das palavras.
Bato prego, aplaino, corto, divido.
E assim toda rima torna-se uma lima.
Que lixa tudo e destrói meu mundo imaginário.
Então desisto.
E não rimo mais nada.
Quem quiser uma rima.
Que compre uma lima!!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Silêncio dói.
Pior as palavras.
Ausência dói.
Pior a presença.
A dor.
Pior a paz.
Solidão.
Só na presença.
Silêncio das palavras.
Perder-se.
No SER.
E existir.
Por aí.
Qualquer lugar.
Onde ar não seja duro e frio.
E viver.

Amigos